21 junho 2017

RESENHA: Inversos - Carol Dias

Título: Inversos - Série Clichê #2
Autora: Carol Dias
Páginas: 214
Editora: Ler Editorial
Nota: 4/5
Sinopse: Como assistente pessoal de Carter Manning, Bruna sabia exatamente o que esperar do cantor: música, mulheres e um pouco de (muita) arrogância. Seria preciso uma interferência do universo para que ele se mostrasse alguém descente. E não é que o universo resolveu agir?! As pequenas, Sam e Soph, serão a prova final de Carter, para mostrar que mesmo o cara mais idiota, possui algo além de uma camada de egocentrismo.



Avaliação:

No nosso primeiro ano do blog, conseguimos uma parceria muito especial com a autora Carol Dias. Lembro-me de ter ficado muito intrigada pelo fato do livro dela, se chamar "Clichê" e qual não foi a minha surpresa, ao descobrir que obra além de divertida é simplesmente fantástica e mesmo sendo um "clichê", conseguiu me surpreender em diversos aspectos. Se você perdeu essa resenha, pode dar uma conferida nela aqui.

Agora chegou a vez de falar sobre "Inversos", livro que também é ambientado no universo de "Clichê", mas com protagonistas diferentes. Confesso que pela experiência que tive, ao conhecer o Carter no primeiro livro, fiquei temerosa se conseguiria gostar dele. Mas eis que a Carol conseguiu me surpreender novamente e agora não sei mais, qual irmão Manning escolher (haha).

O livro começa nos mostrando a rotina de Bruna, uma  assistente pessoal do cantor Carter Manning, que além de ser muito talentoso também é lindo, o que faz com que ele esbanje charme por onde quer que vá. Bruna tem uma rotina bem apertada com Carte, que precisa ser lembrado a todo tempo de seus compromissos e impedido de entrar em algumas furadas, quando resolve sair pela noite. 


A situação realmente começa a complicar, quando em uma manhã duas garotinhas chamadas Sam e Soph são deixadas na porta de Carter. A mãe ao que indica, além de desprezar Carter pelo nascimento das gêmeas, também não quer ser identificada e deixa somente um bilhete explicando que ele provavelmente nem se lembra dela (o que é verdade). Bruna fica sem reação com a situação, mas logo que Carter se dispõe a cuidar das garotas, ela se vê fazendo horas extras entre ser babá e assessora.

18 junho 2017

RESENHA: Magia - Jéssica Macedo

Título: Magia
Autora: Jéssica Macedo
Páginas: 265
Editora: Mundo Uno
Nota: 4/5

Sinopse: Sempre disseram que ela não pertencia àquele lugar. Não sabiam o quanto estavam certos! Ela era diferente, todos sabiam disso. Todos viam isso. Chorar, rir, sofrer por amar silenciosamente o melhor amigo e não ser correspondida, isso é normal para uma adolescente de 16 anos. Ter olhos lilases, ser chamada de aberração e ser perseguida por desastres, não. No entanto, a vida de Anabelle muda radicalmente quando seu pai, de quem herdou os estranhos olhos lilases, diz quem ela verdadeiramente é. Estará Anabelle preparada para aceitar tamanha reviravolta, e aceitar que nunca foi e nunca será normal?


  Avaliação:

Então caros leitores, estou de volta com mais uma resenha de um livro que me fez voltar a adolescência em um cenário que me lembrou uma típica escola americana desses filmes juvenis que passam na TV de vez em quando, com um garoto lindo, sua namorada perfeita e seus respectivos amigos, com camisas de times de futebol do colégio ou as roupas rosas das patricinhas.
    
Umm, acho que não foi muito convidativo né, kk, mas calma, antes de parar de ler a resenha eu diria que por essa descrição aí se a vida de Annabelle se resumisse a isso, de fato o enredo da história estaria comprometido, porém, é neste ponto que eu e você (que provavelmente vai ler esta obra) nos surpreendemos, quando Annabelle, ainda sem saber ao certo do que está acontecendo com ela, começa a ouvir uma voz em sua mente que a sugere pensar em coisas que acabam acontecendo realmente quando Annabelle põe os pensamentos em prática.

“Pense que você está seca, (...). Apenas pensei que estava seca e, quando abri os olhos, meu Deus! Será que eu estava perdendo a noção? Minha roupa parecia estar mais seca do que o próprio deserto do Saara!”

Ou seja, estamos diante da vida de uma menina adolescente, que é vista por todos como uma aberração, entre os fatores, está o fato de ter olhos lilases, quase roxos, além de ser considerada a causa de acontecimentos estranhos por onde passa. As únicas pessoas que a consideram e a tratam como normal, é a sua mãe e seu melhor amigo Richard (por quem Annabelle é apaixonada), namorado da Linda, a menina mais linda da escola, e que fazia questão de desprezar e ridicularizar Annabelle na frente de todos. 


Entretanto, quando estas evidências de que nossa protagonista não é uma adolescente normal, se tornam sinais reais de que ela tem no mínimo alguns poderes, a história se torna surpreendente e assim como Belle, tudo é novo para nós, que estamos diante de um universo de magia, que nos faz lembrar nossa aclamada Rainha da Magia autora de Harry Potter, JK Rowling.
   

13 junho 2017

ENTREVISTA: Autora Juliana Daglio


Olá Pessoal,

Há um tempo eu estava querendo inaugurar um espaço de entrevistas aqui no blog, em parte pelo nosso alto número de autores parceiros e também pelo fato de que o ano de 2016, foi aquele em que mais me vi imersa em literatura brasileira e por isso estou tentando incentivar vocês leitores, à darem uma chance aos nosso autores nacionais.

Acho que não encontraria ninguém melhor para inaugurar essa coluna. Sendo assim, convidei a autora Juliana Daglio para nos ceder uma entrevista e também falar da experiência dela como autora no mercado brasileiro. 

A equipe do blog, ficou extasiada com as palavras dessa garota, que nos tocou profundamente e é por isso que esperamos que vocês também tenham um incentivo a mais, ao lerem essa entrevista. E não esqueçam de também conferir o trabalho da Ju, que é digno de nota.


L A C R Y M O S A


Sinopse: O nome dela não é Valery Green. Também não nasceu no Kansas, e sua família toda não morreu num acidente de carro onde ela foi a única sobrevivente. Nascida num mundo de trevas e segredos apocalípticos, a garota feita de mentiras luta dia após dia para ter uma vida longe de sua verdadeira identidade e de seu dom misterioso, o qual ela julga como uma maldição. Por cinco anos, ela conseguiu. Escondida na pacata Darkville, tornou-se uma respeitada Detetive, conhecida por sua frieza e eficácia no trabalho. Seu companheiro Axel parece ter orgulho de trabalharem juntos, até ficar frente a frente ao que encontraram na busca daquela noite - um demônio dentro de uma garotinha. Para ajudar a pequena Anastacia, Valery terá que colocar em risco o trabalho na polícia e seu relacionamento com Axel, recorrendo à ajuda do Padre Henry Chastain, um velho conhecido. Desenterrando um passado cheio de exorcismos, perseguições e batalhas contra demônios, esse reencontro não promete ser feito de abraços e boas-vindas. Chas, como ela o chama, é conhecido como o maior Exorcista vivo - a Espada de Sal do Vaticano, e é sua única esperança de lutar contra o novo inimigo, mas também representa o ponto fraco de si mesma e o acesso a um passado doloroso que pode despertar seus próprios demônios interiores.

ENTREVISTA

1. Quais os desafios que você encontrou ao tentar publicar um livro no mercado editorial brasileiro? 

Juliana: São muitos desafios, e a cada dia eu acabo me deparando com um novo. Acho que o último e que posso falar com mais sentimentos, é o da comparação com os gringos. Ainda sofro muito com isso, mas entendo. Nós somos criados com a cultura americana pungente em nossas mentes. Filmes, séries, músicas. Acabamos tendo nossas produções comparadas a a esse contexto norte-americano. Eu costumo ambientar minhas obras no país, mas sinto a influência de tudo que eu consumi nas minhas produções. Acredito que mesmo assim, os autores nacionais estejam produzindo ideias originais e muito elaboradas, escolhendo cenários diversos, criando uma boa literatura. A comparação ainda dói e é um desafio, mas ele está devidamente aceito!

2. Quais características pessoais você procura transmitir para os seus personagens? 

Juliana: Procuro criar mulheres de peso de todos os tipos de personalidade. Da mais desajeitada e quieta, à mais forte e ousada. Quero presentar a diversidade do poder feminino e mostrar que mulher não precisa seguir protocolo. Que não tem que ser boazinha o tempo todo, ou feliz o tempo todo. Através dos enredos mais obscuros que as colocam em situações diversas, quero deixar essa mensagem de força para todos os leitores. Ser diferente não é um problema. A sociedade e suas limitações é que são um problema. A diversidade é a coisa mais linda do mundo!