RESENHA: Pecadora - Nana Pavoulih

22 agosto 2017

Título: Pecadora 
Autora: Nana Pavoulih
Páginas: 384
Editora: Essência
Nota: 5/5
Sinopse: Todos nós éramos pecadores. Somente uma coisa diferenciava um pecador: as escolhas. Saber o certo e escolher seguir pelo caminho errado em vez de fazer o que era correto. Fechei os olhos. Apesar de tudo que tinha feito naquela noite, não me arrependi. Era pecado, era perdição, mas também era mais do que eu já tinha sonhado em ter. ––– Entre a rígida criação religiosa e o desejo que sempre a consumiu, Isabel precisa se encontrar. Casada há quatro anos com Isaque, seu namorado de adolescência, a jovem sabe que a relação está longe de ser satisfatória. Mas é só quando Isaque fica amigo de Enrico, um publicitário solteiro e bem-sucedido, que a situação começa a ficar insustentável. Agnóstico, sem amarras e cheio de mulheres, Enrico é tudo o que Isabel acredita rejeitar, mas ela não consegue deixar de se sentir interessada pelas histórias que o marido conta dele. Para piorar, ela consegue um emprego na agência dele, e agora terá de passar os dias ao lado do homem que traz à tona seus sentimentos mais proibidos. Neste novo romance, Nana Pauvolih, uma das maiores autoras de romances eróticos do país, mostra que o certo nem sempre precisa ser aquilo que é imposto, e sim aquilo em que se acredita.
Avaliação:

Fico até com vergonha de dizer, mas este é o primeiro livro que leio da Nana Pavoulih e ao término dessa leitura, só consegui porque não havia lido nada dela antes. Mas antes tarde do que nunca, estou aqui para apresentar a resenha de "Pecadora" para vocês e já adianto que a história é incrível, apimentada, cheia de romance e muito reflexiva.

No livro conhecemos Isabel, uma jovem que cresceu em meio a uma família evangélica e muito radical e acabou se casando com Isaque, um jovem igualmente fanático pela religião. Além dela, o pai um pastor, tinha mais duas filhas, Ruth que seguia com veemência as imposições da igreja e Rebeca, a rebelde da família que acabou engravidando aos 18 anos e foi expulsa de casa, por envergonhar a família. 

Isabel acabou se casando muito cedo, já que seus pais temiam que ela se tornasse como Rebeca. Seu casamento com Isaque não é nada do que ela esperava, os dois não são felizes e Isabel não pode ser desinibida nos momentos sexuais, além de frequentarem a igreja sempre. Mas Isabel não tinha se dado conta de que era infeliz, não até conhecer Enrico Villa ou "Cigano" como é apelidado pelos amigos.


Enrico é um empresário muito bem sucedido e de bem com a vida, com um passado difícil ele faz de tudo para viver uma vida alegre e sem amarras. Amigo de Isaque, sempre acha estranho a forma como o amigo é sempre tão temente a Deus e ao conhecer a esposa dele, Isabel, fica admirado com sua beleza e mais ainda surpreso, com o fato dela não parar de olhar para ele. Mas Enrico jamais trairia um amigo e por isso se torna hostil com Isabel, o problema é que acabou prometendo um emprego para ela em sua empresa e quando Isaque vem lhe cobrar o trabalho, acaba cedendo.

RESENHA: Fábrica de Vespas - Iain Banks

21 agosto 2017

Titulo: Fábrica de Vespas
Autor: Iain Banks
Páginas: 233
Editora:  Darkside Books
Nota: 4/5
Sinopse:  Frank – um garoto de 16 anos bastante incomum – vive com seu pai em um vilarejo afastado, em uma ilha escocesa. A vida deles, para dizer o mínimo, não é nada convencional. A mãe de Frank os abandonou anos atrás; Eric, seu irmão mais velho, está confinado em um hospital psiquiátrico; e seu pai é um excêntrico sem tamanho. Para aliviar suas angústias e frustrações, Frank começa a praticar estranhos atos de violência, criando bizarros rituais diários onde encontra algum alívio e consolo. Suas únicas tentativas de contato com o mundo exterior são Jamie, seu amigo anão, com quem bebe no pub local, e os animais que persegue ao redor da ilha.Abandonado à própria sorte para observar a natureza e inventar sua própria teologia – a maneira do Robinson Crusoé de Daniel Defoe –, Frank desconhece a escola e o serviço social, já que seu pai acredita na educação “natural”, recomendada pelo filósofo do século XVIII Jean-Jacques Rousseau e apresentada em seu romance Emílio, ou Da Educação (1762), que sugere que as crianças devem crescer entre as belezas da natureza, permitindo que elas se deleitem com a flora e a fauna. A natureza humana seria boa a princípio, mas corrompida pela civilização. Quando descobre que Eric fugiu do hospital, Frank tem que preparar o terreno para o inevitável retorno de seu irmão – um acontecimento que implode os mistérios do passado e vai mudar a vida de Frank por completo. Narrado em primeira pessoa, sob o ponto de vista de Frank, FÁBRICA DE VESPAS consegue produzir um olhar ao mesmo tempo bizarro, imaginativo, perturbador e repleto de humor negro do que se passa dentro da mente de uma criança psicopata.
Avaliação:


Hoje na minha primeira resenha vim falar desse livro que causa discussões nos grupos de leitura, uns amam, outros odeiam. Alguns compraram pela capa sem saber da história  e se decepcionaram, e outros amaram a história. Bom , eu quis tirar a dúvida ,  então vamos lá.

A história é narrada pelo Frank, com um jeito aparentemente quieto, com dezesseis anos e com uma vida já tumultuada,  mora com o pai (que por sinal é muito estranho), e passa a maior parte do tempo pela ilha onde mora  , construindo represas , diques,  e matando animais para suas estacas e rituais que para ele,( sim ele tem comportamento violento com os bichinhos), servem para proteger a ilha, e as vezes vai num pub se encontrar com o único amigo , o Jamie.

Até que um dia ele descobre que seu irmão Eric fugiu do manicômio onde estava a um tempo , então com a ajuda da Fabrica ele quer estar pronto para quando seu irmão chegar.


O livro não é cansativo , a leitura flui bem se você estiver disposto a ler pelo ponto de vista de um psicopata, que se gaba por ter matado três pessoas e ninguém descobriu.

Ao mesmo tempo , você  acompanha  vários questionamentos, pontos de vista onde no mundo do Frank estão totalmente certos, e claro,  o motivo que o levou a cometer as mortes. É um livro rico em detalhes, que fazem com facilidade ,você imaginar todas as situações, ah,e com um final totalmente inesperado.

RESENHA: Casa das Fúrias - Madeleine Roux

20 agosto 2017

Título: Casa das Fúrias
Autora: Madeleine Roux
Páginas: 352
Editora: Plataforma 21
Nota: 4/5
Sinopse: Louisa Ditton não tem para onde ir. Estamos no século XIX. Sozinha e com medo, Louisa acaba de escapar do terrível internato inglês onde repressão e castigos dolorosos eram a principal lição. Assim, quando encontra uma idosa que lhe oferece emprego em uma hospedagem, Louisa acha que finalmente está segura. Logo que chega à Casa Coldthistle, entretanto, a jovem nota algo estranho. O misterioso proprietário do lugar – o sr. Morningside – proporciona a seus hóspedes não um simples lugar para dormir, mas o temido descanso eterno. Numa espécie de tribunal sombrio, o sr. Morningside e a criadagem executam sua justiça obscura àqueles que vivem impunes, e Louisa será obrigada a fazer parte desse grupo de impiedosos justiceiros. Diante disso, a jovem começa a temer pela vida de Lee. Ele não é como os demais hóspedes: carismático e gentil, o rapaz desperta nela o ímpeto de salvá-lo do julgamento iminente. Porém, nessa casa de mentiras e putrefação, como Louisa poderá saber quem carrega a verdade?
Avaliação:

Terceira obra que leio da autora Madeleine Roux, "Casa das Fúrias" apresenta uma premissa muito instigante, que ao longo da história se mostra fantástica, trazendo a fascinante dúvida ao leitor se existe alguém realmente bom e até onde pode ir o nosso senso de justiça e autopreservação? 

No livro conhecemos Louisa, nossa narradora que vive no século XIX e acaba de fugir de um orfanato cruel. Sem dinheiro e destino, ela vive pedindo esmolas na rua, até que uma senhora lhe oferece hospedagem na Casa Coldthistle, em troca de trabalho. Aquilo parece uma sorte grande para Louisa, que não reluta em aceitar e parte com a senhora para a misteriosa casa.

No caminho, a carroça das duas acabam quebrando e após algum tempo um jovem herdeiro chamado Lee e seu tio rabugento, acabam parando para ajuda-las. A coincidência é tanta, que ambos também estavam indo se hospedar na Casa Coldthistle e assim, todos seguem juntos para o seu misterioso destino. Chegando lá, Louisa logo se surpreende com a magnitude e imponência da casa, que na verdade é mais uma hospedaria.


Em uma noite, Louisa resolve explorar a casa, já que seu dono vive em um porão e quase nunca dá as caras. Ela caminha pelo sótão e qual não é a sua surpresa, ao encontrar um livro diferente com um desenho de um olho riscado que parece chamar por ela. Mas ao toca-lo, a mão de Louisa queima imediatamente e criaturas negras, com formas não humanas surgem para afasta-la de lá. 

Não demora muito para Louisa descobrir que aquela não é uma simples hospedaria, todos que vão para Casa Coldthistle encontram o seu fim lá, isso porque o seu dono, o Sr. Morningside diz que todos que vão ali, não são pessoas e provavelmente cometeram algum crime na vida. E embora isso soe absurdo, Louisa não consegue imaginar como o jovem carismático Lee, possa ter feito algo cruel e por isso está disposta a lutar pela vida do rapaz, mesmo que isso signifique se manter presa aquela local.