RESENHA: Harry Potter E O Calice de Fogo

24 abril 2017

Título: Harry Potter E O Cálice de Fogo
Autora: J.K Rowling
Páginas: 584
Editora: Rocco
Nota: 5/5
Sinopse: Verão, Harry Potter, agora com 14 anos, sente sua cicatriz arder durante um sonho bastante real com Lord Voldemort, o qual não consegue esquecer; três dias depois, já em companhia da família Weasley, com quem foi passar o restante das férias, na final da Copa Mundial de Quadribol, os Comensais da Morte, seguidores de Você-Sabe-Quem, reaparecem e alguém conjura a Marca Negra – o sinal de Lord Voldemort – projetando-a no céu pela primeira vez em 13 anos, causando pânico na comunidade mágica. Será que o terrível bruxo está voltando? Tudo indica que sim... O ano letivo já começa agitado. Harry volta para a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts para cursar a quarta série. Acontecimentos inesperados – como, por exemplo, a presença de um novo professor de Defesa contra as Artes das Trevas e um evento extraordinário promovido na escola – alvoroçam os ânimos dos estudantes. Para surpresa de todos não haverá a tradicional Copa Anual de Quadribol entre Casas. Será substituída pelo Torneio Tribuxo, uma competição amistosa entre as três maiores escolas européias de bruxaria — Hogwarts, Beauxbatons e Durmstrang — que não se realizava havia um século. A competição é dividida em tarefas, cuja finalidade é testar a coragem, o poder de dedução, a perícia em magia e a capacidade de enfrentar o perigo dos campeões. Liderados pelo professor Dumbledore, os alunos de Hogwarts terão de demonstrar todas as habilidade mágicas e não-mágicas que vêm adquirindo ao longo de suas vidas. Apesar de alunos menores de 17 anos não poderem se inscrever no Torneio, inexplicavelmente Harry é escolhido pelo Cálice de Fogo, um grande copo de madeira toscamente talhado cheio até a borda com chamas branco-azuladas, para competir como um dos campeões de Hogwarts. Tendo a seu lado os fiéis amigos Rony Weasley, Hermione Granger e agora também o seu padrinho, o bruxo Sirius Black, que fugiu de Azkaban no ano anterior, o menino feiticeiro tentará escapar mais uma vez das armadilhas de Lord Voldemort. Além de todos os desafios, há feitiços a serem aprendidos, poções a serem preparadas e aulas de Adivinhação, entre outras, a serem assistidas, Harry terá que lidar ainda com os problemas comuns da adolescência: amor, amizade, aceitação e rejeição.

Avaliação:

Com o projeto #10MesesComHarryPotter a todo vapor, a leitura deste mês foi justamente "O Cálice de Fogo" um dos melhores livros da saga, considerado assim por muitos leitores e também por mim, que tinha me esquecido o quanto essa história é incrível e muito bem estruturada, do jeito que só J.K Rowling consegue escrever.

O ano de Harry já começa bem tumultuado, com os Durleys fazendo uma dieta para incentivar Duda a emagrecer, mas Harry não pretende ficar sem comida, recebe várias corujas dos amigos e o melhor, a Sra.Weasley o convida para passar as últimas semanas de férias com eles e ainda assistir uma grande partida do Copa Mundial de Quadribol. 

Harry que nunca havia assistido jogos profissionais antes, fica encantado com o passeio, mas o que era para ser um momento divertido e descontraído, acaba terminando em um grande susto, quando pessoas vestidas com máscaras tal como os Comensais da Morte - antigos seguidores de Voldemort - aparecem no acampamento dos torcedores e o pior, um deles conjura a Marca Negra, que só pode significar que Voldemort está cada vez mais próximo.


Ao voltar para Hogwarts, todos se surpreendem ao saber que não haverá o Campeonato de Quadribol entre as casas, mas sim o Torneio Tribuxo. Uma competição em que três alunos, deveram enfrentar vários desafios para conquistar a taça das casas. Para essa ocasião, Hogwarts recebe duas escolas convidadas: Os Durmstrang e a escola Beauxbatons. Harry, Rony e Hermione não poderiam estar mais empolgados com a quantidade de alunos novos e a perspectiva de assistir o torneio, já que alunos menores de idade não podem se inscrever. 

PRIMEIRAS IMPRESSÕES: Lacrymosa

18 abril 2017

Título: Lacrymosa
Autora: Juliana Daglio
Páginas: 32 
Nota: 5/5 

Sinopse: O nome dela não é Valery Green. Também não nasceu no Kansas, e sua família toda não morreu num acidente de carro onde ela foi a única sobrevivente. Nascida num mundo de trevas e segredos apocalípticos, a garota feita de mentiras luta dia após dia para ter uma vida longe de sua verdadeira identidade e de seu dom misterioso, o qual ela julga como uma maldição. Por cinco anos, ela conseguiu. Escondida na pacata Darkville, tornou-se uma respeitada Detetive, conhecida por sua frieza e eficácia no trabalho. Seu companheiro Axel parece ter orgulho de trabalharem juntos, até ficar frente a frente ao que encontraram na busca daquela noite - um demônio dentro de uma garotinha. Para ajudar a pequena Anastacia, Valery terá que colocar em risco o trabalho na polícia e seu relacionamento com Axel, recorrendo à ajuda do Padre Henry Chastain, um velho conhecido. Desenterrando um passado cheio de exorcismos, perseguições e batalhas contra demônios, esse reencontro não promete ser feito de abraços e boas-vindas. Chas, como ela o chama, é conhecido como o maior Exorcista vivo - a Espada de Sal do Vaticano, e é sua única esperança de lutar contra o novo inimigo, mas também representa o ponto fraco de si mesma e o acesso a um passado doloroso que pode despertar seus próprios demônios interiores.
Avaliação:

O livro se inicia com o prólogo, em que nos é apresentada a personagem principal da história na medida exata com que o leitor a deve conhecer. Não é uma descrição de suas características pessoais, e sim a descrição de sua partida da casa em que vive, deixando para trás a família que tanto ama. E assim pela narração deste fato, logo de cara, o leitor percebe que a protagonista construída por Juliana Daglio , é forte e a mesmo tempo sensível, decidida e de modo igual atormentada por uma vida marcada por visões da presença do mal constantes, fardo que carrega desde a infância e que a acompanham desde então. Agora adolescente precisou optar por assumir uma nova identidade e abandonar aqueles que ama, tudo para a proteção desses.


A escrita da autora é no mínimo minuciosamente pensada, pois construiu nesta obra trechos de frases cujas palavras se encaixam de modo maestral, gerando toda a atmosfera tensa e dramática que a personagem vive. Não fosse o enredo, tão bem escrito e trabalhado de modo a fazer o leitor se sentir dentro da história, Lacrymosa não seria uma trama digna de filmes como Sobrenatural e Invocação do Mal, do produtor James Wan. É sem dúvida uma mistura brilhante de enredo e modo de escrita que prende o leitor .

“Via as faces das pessoas distorcidas pelos demônios particulares em seus ombros. Ouvia os sussurros, sentia os cheiros pútridos. Passava por isso todos os dias desde que podia se lembrar. Uma criança atormentada, uma adolescente perturbada. Equação infalível”.

Com a nova identidade, se torna uma detetive na pacata cidade de Darkville, onde passou a ser reconhecida pela sua dureza e frieza e eficiência na atuação do cargo em que ocupa. Seu companheiro Axel, a respeita como profissional e no fundo nutre algum sentimento amoroso por Valery, que não podia se permitir gostar de alguém, considerando os traços sombrios que sua vida atormentada pelo mal carregava. 

“A verdade sobre mim tinha que permanecer submersa em todas as minhas camadas de expressões gélidas”.

Mais um dia de trabalho e atendendo uma diligência, a visita a uma casa põe Valery na presença de um velho conhecido, fazendo-a desenterrar um passado que ela buscou até o momento guardado, mas que agora insiste em voltar. Mas Valery tem que ajudar a garota e para isso contará com a ajuda do Padre, Chas, um exorcista poderoso. 

“Eu ia responder que deveríamos recuar para conversar longe dali, quando senti a presença obscura atrás de mim. Não era mais só uma sensação palpável. Havia uma respiração junto com ela, passos que produziam reverberações na madeira e o cheiro de podridão tornando-se tão intenso, como se um cadáver com mais de dez dias morto estivesse parado atrás de mim. É ele...”.

Por hoje é só pessoal, não quero que saibam detalhes da história que só você em sua leitura individual merece desfrutar, tirando suas próprias conclusões desta obra de arrepiar os cabelos da nuca e que me fez ter medo quando por algumas vezes me peguei lendo as cenas tarde da noite. Bom, para os amantes do gênero este será um livro brilhante, muito bem pensado e que pelo pouco que conheci tem tudo para se desenvolver e virar uma trama que ultrapassa 1 (um) livro escrito. Para os que não leem por medo ou por não gostarem, será um desafio, se você se permitir mergulhar no mundo de Valery e experimentar estar em cenas parecidas com o de um filme de suspense/terror que lida com a personificação do mal sob forma de demônios, sem dúvida uma das formas mais assustadoras pela qual este tipo de história pode se desenvolver.

RESENHA: Ninguém

16 abril 2017

Título: Ninguém
Autora: Karen Alvares
Páginas: 9
Editora: Draco
Nota: 5/5


Sinopse: Um jovem hacker passa seus dias à procura de horrores na Deep Web, até que o próprio Horror finalmente o encontra. E as consequências são piores que a morte.


Avaliação:




Recentemente o blog foi selecionado para parceria com a Editora Draco, fiquei muito feliz com essa seleção, principalmente pelo catálogo vasto da Editora, incluindo HQ's, livros de fantasia e entre outras obras que merecem ser lidas. 

A minha primeira missão nesta parceria, foi selecionar dois contos do acervo digital #ContosdoDragão. E hoje venho trazer justamente a resenha do conto "Ninguém", uma história curtinha da autora Karen Alvares, mas que mesmo em suas poucas páginas, conseguiu me arrepiar da cabeça aos pés.

No conto conhecemos um narrador que lamenta os últimos acontecimentos da sua vida, ele tinha o hábito de hackear algumas informações "pesadas" na internet, não fica claro exatamente, quais tipos de busca o personagem faz e qual a satisfação que ele sente ao fazer isso, mas é implícito que ele procura por criminosos. 


Em uma de suas buscas, nosso protagonista acaba encontrando "O Cirurgião" um ser tão místico quanto o seu próprio nome. Entre conversas com essa estranha figura, o jovem pensa em denuncia-lo para polícia, mas temendo ser encontrado, se desfaz dos computadores, muda de endereço e por algum tempo acredita que não há mais nenhum perigo.


"Ele não diz nada. Apenas respira. Respira, respira.Ruidosamente. É tudo que ouço. O ar inspirado e expirado. O ar que não me pertence mais".


Entretanto, o que era para ser apenas uma pesquisa de rotina - mesmo que mórbida - acaba se tornando um verdadeiro pesadelo, quando se tem um alvo em suas costas e provavelmente você poderá se tornar mais uma vítima. 

RESENHA: Os Garotos Corvos

Título: Os Garotos Corvos - A Saga dos Corvos #1
Autora: Maggie Stiefvater
Páginas: 376
Editora: Verus
Nota: 4/5

Sinopse: Todo ano, na véspera do Dia de São Marcos,­ Blue Sargent vai com sua mãe clarividente até uma igreja abandonada para ver os espíritos daqueles que vão morrer em breve. Blue nunca consegue vê-los — até este ano, quando um garoto emerge da escuridão e fala diretamente com ela. Seu nome é Gansey, e ela logo descobre que ele é um estudante rico da Academia Aglionby, a escola particular da cidade. Mas Blue se impôs uma regra: ficar longe dos garotos da Aglionby. Conhecidos como garotos corvos, eles só podem significar encrenca. Gansey tem tudo — dinheiro, boa aparência, amigos leais —, mas deseja muito mais. Ele está em uma missão com outros três garotos corvos: Adam, o aluno pobre que se ressente de toda a riqueza ao seu redor; Ronan, a alma perturbada que varia da raiva ao desespero; e Noah, o observador taciturno, que percebe muitas coisas, mas fala pouco. Desde que se entende por gente, as médiuns da família dizem a Blue que, se ela beijar seu verdadeiro amor, ele morrerá. Mas ela não acredita no amor, por isso nunca pensou que isso seria um problema. Agora, conforme sua vida se torna cada vez mais ligada ao estranho mundo dos garotos corvos, ela não tem mais tanta certeza. De Maggie Stiefvater, autora do aclamado A Corrida de Escorpião, esta é uma nova série fascinante,­ em que a inevitabilidade da morte e a natureza do amor nos levam a lugares nunca antes imaginados.
Avaliação:

Há um tempo minha curiosidade por essa saga foi aumentando, a medida que li várias opiniões positivas e por isso resolvi tirar minhas próprias conclusões, iniciando a leitura do primeiro livro da série e dizer a vocês, qual foi a minha experiência com o livro. Já adianto que a obra possui um enredo diferente e inusitado, que nos cativa do inicio ao fim.

Blue é uma garota que tem uma família bem diferente, ela vive com a mãe e suas tias, sendo que todas elas possuem uma capacidade mediúnica. Diferente delas, Blue não tem nenhum contato com o plano astral, mas isso não a deixa de fora dos elementos sobrenaturais, pois sempre que está perto sua família alega que as sensações e visões ficam mais intensas. Além disso, Blue tem uma 'maldição' em sua vida, se ela beijar o amor da vida dela, ele morrerá. 


Em todas as vésperas do dia de São Marcos, Blue e a mãe vão para uma igreja abandonada, ver a passagem dos espíritos que vão morrer naquele ano. Blue não vê os espíritos, mas torna as visões mais claras para sua mãe. Mas neste ano em especial, algo diferente acontece. Blue acaba vendo um espírito e ele diz se chamar Gansey. 

"Acontece que ela não queria mesmo ver o futuro. O que ela queria era ver algo que ninguém mais pudesse ver, e talvez isso fosse pedir por mais magia do que havia no mundo".

Gansey na verdade é um garoto muito rico, que estuda na Academia Anglioby, um colégio interno para jovens prodígios e que possui um corvo como símbolo, daí o nome 'Garotos Corvos'. Gansey vive em torno de seus amigos: Adam, Ronan e Noah. Cada um desses rapazes possuem algo em peculiar, mas o que os une de verdade é uma grande busca por um Rei Adormecido e a existência de Linhas Ley. 

PRIMEIRAS IMPRESSÕES: Moinho de Invento

Título: Moinho de Invento
Autora: Anna Júlia Dannala
Páginas: 176
Editora: Arwen
Degustação: Cortesia da autora
Sinopse: Moinho de InVento é um livro de poesias otimistas e reflexões singelas sobre a vida. Seus versos sobre sonhos, medos, paixões, saudades, alegrias e esperanças foram inspirados pelo vento; a autora coloca a construção do pensamento em três fases — a lufada, a ventania e a brisa —, do repentino e passageiro ao forte e contínuo, até chegar ao ponto onde tudo se acalma. Escrito e ilustrado à mão pela própria autora, sua linguagem é leve, branda e repleta de metáforas que sustentam a ideia de que devemos nos reinventar a cada momento. Mesmo que haja ventania, tudo tende à calmaria, tudo tende à poesia, tudo tende à brisa.


Os posts de "primeiras impressões" tem ficado cada vez mais frequente aqui no blog, graças aos vários autores brasileiros, que hoje compõe o nosso time de parceiros e vem nos ajudando a motivar cada mais a literatura nacional. Desta vez, vou falar um pouco do livro "Moinho de Invento" da autora Anna Júlia Dannala, que é uma obra diferente do que eu costumo ler, mas me encantou profundamente, logo em suas primeiras páginas.

Recebi o primeiro capítulo "Lufada" para leitura e esta foi muito rápida e prazerosa, pois "Moinho de Invento" é um livro que apresenta várias reflexões, em formato de poesias que além de serem muito otimistas, são compostas de ilustrações e metáforas da autora, que aliás caprichou muito nos detalhes. 

A cada página virada, percebi que a autora tem o dom de nos arrancar sorrisos, além de conseguir vislumbrar na simplicidade das coisas, momentos únicos e marcantes. A obra em si, foi criada com muita atenção e carinho, digna aos olhos dos leitores e uma excelente oportunidade de descontrair e curar uma ressaca literária ou mesmo buscar um incentivo, para encontrar a felicidade nos pequenos detalhes da vida.

O livro está em pré venda na Editora Arwen, por um preço bem camarada e é uma obra que vale muito a pena ser adquirida. Em breve teremos a resenha do livro completo, onde vou expor quais foram os trechos que eu mais gostei e também um pouco do trabalho gráfico do livro. 

RESENHA: Os 13 Porquês

05 abril 2017

Título: Os 13 Porquês
Autor: Jay Asher
Páginas: 256
Editora: Ática
Nota: 4/5

Sinopse: Ao voltar da escola, Clay Jensen encontra um misterioso pacote com várias fitas cassetes. Ele ouve as gravações e se dá conta de que foram feitas por uma colega de classe que cometeu suicídio duas semanas antes. Nas fitas, ela explica que 13 motivos a levaram à decisão de se matar. Clay é um deles. Agora ele precisa ouvir tudo até o fim para descobrir como contribuiu para esse trágico acontecimento.


Avaliação:

Sendo um livro diferente e que causou muita comoção no mundo literário, Os 13 Porquês conquistou leitores pelo seu modo simples de escrita, além da abordagem diferenciada criada pelo autor que não nos deixa desgrudar nem um segundo da história.


Nesta obra acompanhamos Clay Jensen, que ao receber uma caixa com 13 fitas, descobre que na verdade se tratam de um desabafo de uma colega de escola chamada Hannah Baker, que acabou cometendo suicídio, mas antes gravou essas fitas explicando o motivo de ter se matado, além de enviar as fitas para os principais envolvidos na causa.



Clay que sempre teve uma queda pela garota não entende o motivo de receber as fitas, afinal ele nunca tinha feito nada de mal a Hannah. Mas para descobrir o porque de ter recebido a caixa, precisará ouvir todas até o final e enfim desvendar o acontecido. Durante a história somos levados junto com Clay a ouvir todos os relatos da moça, no meio disso Clay descobre coisas que seus colegas de escola fizeram com Hannah e que ele nunca tinha tomado conhecimento.

“Acho que essa é a questão central. Ninguém sabe ao certo impacto tem na vida dos outros. Muitas vezes não tem noção. Mas forçamos a barra do mesmo jeito.”


Ao meu ver os motivos que são narrados pela Hannah não são lá tão impactantes para se cometer um suicídio, mas acredito que o autor quis mostrar que as pessoas agem de diferentes formas em cada tipo de situação, além do fato de que cada um prioriza algo na vida, aquela coisa que para um de nós pode ser imprescindível e que se não a tivermos não a motivo para viver. E por isso gostei muito dessa reflexão.

RESENHA: Eu Não Posso Escolher #2

04 abril 2017

Título: Eu Não Posso Escolher - A Cidade Que Nunca Dorme #2
Autora: Anna Cms
Páginas: 224
Editora: Multifoco
Nota: 5/5
Livro: Cortesia da autora
Sinopse: Quem se emocionou com Viv e Devan em Eu mereço ser a única, também deve ter se intrigado com o segredo que Patti esconde.Venha descobrir o seu irresistível dilema em Eu não posso escolher – livro dois da série A cidade que nunca dorme. Patricia Smooter é uma linda e jovem jornalista que tem dois problemas: um. Seu namorado de quatro anos está prestes a lhe propor casamento quando ela ainda não se sente, exatamente, preparada para dar este passo, e dois. Um antigo fetiche mal resolvido. Acreditando que seu namorado, Jesse Scott, estava disposto a realizar sua fantasia por uma única e louca noite, ela se verá enredada em uma tórrida paixão com os dois lados de uma mesma moeda. Como escolher entre a segurança e a loucura? Entre o romance e a libertinagem? Entre a reflexão e a impetuosidade? A sofisticação e a simplicidade...? O eterno e o fugaz. O yin e o yang.Entretanto, quando ela finalmente se reconhece incapaz de escolher, o destino lhe rouba esta decisão e Patti precisa “fazer o que tem que ser feito”, para salvar todas as vidas que dependem das suas escolhas.


Avaliação:

Uma boa história de romance é sempre bem vinda e embora eu tenha dado uma pausa no gênero, acabei me relembrando dos motivos de gostar tanto dessas histórias, lendo justamente o novo livro da autora Anna Cms. Trata-se do segundo volume da série "A Cidade Que Nunca Dorme", onde a primeira história contada, foi a da Viv e do Devan (se você perdeu pode encontrar a resenha aqui), agora no entanto, conheceremos a história da Patti, com uma trama ainda mais emocionante que a do primeiro volume.

Em "Eu Não Posso Escolher" nos deparamos exatamente com o final do primeiro livro, onde Patricia Smooter (Patti) é questionada por suas amigas, já que ela vem tendo um comportamento muito estranho nos últimos dias. A jornalista mesmo relutante, começa a narrar os acontecimentos passados de sua vida, começando pela forma como se envolveu com Jesse, ainda na universidade e se apaixonou profundamente pelo rapaz.


Anos depois, Jesse é um empresário e Patti uma jornalista. Ambos namoram a longa data e Jesse começou a sugerir a ideia do casamento. No entanto, Patti sente que falta algo em seu relacionamento, o que a deixa bem empolgada quando encontra Jesse vestido de bad boy em um bar e fazendo muito mistério, tudo para reaver a relação. Os dois acabam por passar uma noite maravilhosa, mas o dia seguinte não poderia ser pior..

Logo ao acordar, Patti recebe uma mensagem de Jesse dizendo que não pode comparecer ao encontro e seu irmão gêmeo (o qual ele nunca havia mencionado) foi em seu lugar. Surpresa e sem saber o que fazer, Patti se dá conta de que acabou de trair seu namorado. Para piorar, ela realmente gostou do gêmeo Jayden, que além de bad boy é incrivelmente inteligente e tem uma história ainda mais emocionante.

"Se toquem da maneira que seus corpos e corações exigirem; se desejem, com a fúria de um tornado contra um tsunami. Se amem... Apenas por algumas horas, com seus corpos e almas... e nos permita traduzi-los com as pontas de nossos pincéis." (Edgard Angel)

Dividida entre dois homens, que são a cópia exata um do outro. Mas que possuem personalidades divergentes, além de uma rixa antiga. Patti terá que decidir entre os dois e tentar se controlar, já que é impossível resistir a ambos. Mas quando seu coração se sente cada vez mais dividido, como ela poderia escolher? 

RESENHA: Amaldiçoadas

03 abril 2017

Título: Amaldiçoadas - As Crônicas das Irmãs Bruxas #2
Autora: Jessica Spotswood
Páginas: 288
Editora: Arqueiro
Nota: 4/5
Sinopse: Após escolher servir à Irmandade e abandonar sua posição social, sua família e Finn, seu grande amor, Cate Cahill vai enfrentar dilemas muito maiores. Os Irmãos da Fraternidade estão cada vez mais ávidos por controle. Eles não apenas continuam fazendo de tudo para exterminar as bruxas, como agora também desejam acabar com a autonomia de todas as mulheres, por meio de um decreto que as proíbe de trabalhar e estudar. Quando Sachi, amiga de Cate, é mandada para o Hospício de Harwood por executar magia em público, o cerco se fecha em torno da Irmandade e Cate começa a sentir a pressão para manifestar os poderes anunciados na profecia, aquela que aponta uma das irmãs Cahill como a bruxa mais poderosa em muitos séculos. Mais do que nunca, Cate precisa proteger suas irmãs, Maura e Tess, que acabam indo morar com ela em Nova Londres. No entanto, a reaproximação se torna um revés quando Maura demonstra grande interesse em deter o maior poder de todos. As consequências podem ser terríveis e incluir uma guerra cruel capaz de separar de vez as irmãs Cahill.
Avaliação:

Após viver fortes emoções no primeiro livro da série, voltamos ao segundo com ainda mais reviravoltas, o que de certa forma tornou esse livro muito completo e não me deixou desgrudar das páginas nem por um segundo. "Amaldiçoadas" é o segundo livro da série "As Crônicas das Irmãs Bruxas" da autora Jessica Spotswood, caso tenha perdido a resenha do primeiro livro, você pode encontra-la aqui.

Após alguns acontecimentos no primeiro, que deixaram Cat sem escolhas, ela acabou resolvendo proteger a irmã e a Finn, se juntando a Irmandade, onde será treinada para ser a bruxa da profecia que definirá para sempre o destino de todas as mulheres, principalmente das dotadas de magia. 

Em Nova Londres, Cate começa a ser tratada como a grande bruxa da profecia. O problema todo é que ela não teve ainda nenhuma visão e isso só gera mais desconfianças nas pessoas e na própria garota, que também não tem certeza se realmente este é o seu destino.  Finn também se juntou a Irmandade e agora parece que a muro intransponível entre os dois.


Além disso, os Irmãos começam a ficar fissurados na busca pelo novo Oráculo. Isso acaba levando-os a tomar decisões muito extremas, principalmente para as mulheres, que acabam por não poderem trabalhar fora de casa, mesmo que para prover o sustento de sua família. Livros deveriam ser queimados, principalmente as mulheres que os tivessem, já que estas não deveriam ser instruídas em nenhum conhecimento que não venha do pai ou marido. 

RESENHA: Não Tranque A Porta

Título: Não Tranque A Porta
Autora: Amanda Ághata Costa
Páginas: 4
Editora: Independente
Nota: 5/5
Sinopse: Princesas nem sempre são bem educadas ou seguem à risca as regras já estabelecidas para honrar o título que carregam. Lorena é prova viva disso, pois não se importa com julgamentos alheios ou olhares de reprovação. Disposta a encarar novas aventuras e aproveitar ao máximo as sensações que o sexo casual proporciona, faz questão de deixar de lado os parâmetros sociais e coleciona inúmeros casos de uma noite com príncipes mal intencionados. Quando não se procura o amor, nem faz questão de vivê-lo, a solução é deixar todas as portas abertas para divertir-se ao máximo com os que estiverem dispostos a satisfazer os seus desejos mais sensuais. O que Lorena não sabe, é que nem sempre é necessário estar à procura para esbarrar em sentimentos que não imaginava que realmente pudessem existir.

Avaliação:

Lorena é uma princesa que se vê diariamente envolta com suas obrigações típicas de uma dama da realeza, que pertencendo a família real deve ser seguir bons modos e se portar conforme a classe a que pertence. Mas ela não está nem um pouco interessada com os afazeres tediosos que tem que cumprir no reino, por que não vê a hora de estar nos braços de seu “amado” secreto, Max, amigo de seu irmão Ruan.


"Apesar de sua inúmeras paqueras, Lorena sempre voltava para os braços calorosos de Max."
Sem se sentir atraída por promessas de príncipes que a querem levar ao altar vez ou outra, Lorena está mais interessada pelos encontros furtivos durante o dia e a noite que tem com Max, carregados de desejo e prazer mútuo que se proporcionam. Mas para além do que a cena do encontro íntimo descrita no conto quer mostrar, existe sutilmente uma relação de amor entre o casal e isso caro leitor, você só saberá se conferir esse conto, que tem uma pitada de à la Cinquenta Tons de Cinza.

"Agradeça a eles por não ter que me dividir o tempo todo. Esta porta não está sempre aberta para qualquer um".

Porém, o que mais gostei no conto, além da cena íntima muito bem escrita na medida exata entre sutileza e atrevimento (por que sem isso não há como se construir uma cena íntima digna de prender a atenção do leitor), é que os personagens foram construídos de modo a deixarem transparecer seus sentimentos, por mais que isso seja sutil.

Existe entre Max e Lorena, uma conexão tão grande no encontro íntimo que viveram que isso me fez perceber (ao meu modo de ver claro, por que cada leitor vê toda história de modo único, e é nisso que consiste a magia da leitura) que existe algo a mais do que simplesmente uma troca de favores entre o príncipe e a princesa. Por mais que não admitissem um para o outro, existe, ainda que de um modo diferente e não tão tradicional, amor entre eles, o amor que engloba em si paixão e desejo, tão únicos, que se sentem tão realizados somente estando um com outro, mesmo que oficialmente não estejam juntos e se recusem a ter uma relação de enamorados tradicional.